Janeiro Branco – Campanha em favor da sua saúde mental

Há pouco tempo fiquei sabendo de uma campanha que há 5 anos está engajada à promover a saúde mental na sociedade.        

E pra mim (e para nós fisioterapeutas), muito interessa promover a saúde mental dos indivíduos. Vou explicar o porquê.

O que é Saúde Mental ??

Saúde mental é um termo utilizado para descrever o nível de qualidade de vida cognitiva ou emocional. Pode incluir a capacidade de um indivíduo de apreciar a vida e procurar um equilíbrio entre as atividades e os esforços para atingir a resiliência psicológica.

Buscar viver em plenitude, respeitar o próximo, estar bem consigo e com os outros, saber lidar com emoções boas e ruins, reconhecer seus limites e buscar ajuda quando necessário, aceitar as exigências da vida, são algumas definições de saúde mental. Porém, pra nós profissionais da saúde, não é apenas isso.

Ter uma boa qualidade de sono, praticar atividades prazerosas regularmente, prevenir/tratar dores “mal curadas”, boas condições no ambiente de trabalho, exercícios, evitar o estresse, são caminhos que te levam a ter uma melhor saúde mental.

A campanha Janeiro Branco convida as pessoas a fazerem uma reflexão sobre suas vidas, sobre sua mentes, sobre a qualidade de seus relacionamentos e emoções, sobre seus comportamentos consigo e com o próximo, e com essa reflexão, prevenir o adoecimento emocional da humanidade.

E por que fisioterapeutas devem abraçar essa campanha ??

Muitos estudos atuais relatam que o estresse pode causar danos tanto mentais quanto físicos. E segundo Dansi e Turk (em um estudo realizado em 2013), fatores psicossociais (como por exemplo crenças, expectativas, humor e sofrimento emocional)  podem ser causas diretas de dor e cronificação.

O impacto da dor crônica afeta as atividades da vida diária do paciente, como por exemplo o desempenho em seu emprego, seu relacionamento, seu bem estar, sua saúde mental. E, numerosos estudos sugerem que a dor crônica está frequentemente associada a sofrimento emocional, particularmente depressão, ansiedade, raiva e irritabilidade. Ou seja, podemos ter um ciclo vicioso e uma pergunta de difícil resposta: A dor crônica leva ao sofrimento emocional, ou o sofrimento emocional leva a dor crônica???

Um tratamento satisfatório para essa população de pacientes pode vir de uma abordagem visando o lado psicossocial e comportamental do indivíduo, incluindo o seu estado emocional (por exemplo, ansiedade, depressão e raiva). Sendo assim, é necessário uma avaliação abrangente que aborde todos os fatores, pois fatores psicológicos contribuem sim, para a dor crônica. O psicólogo é um profissional capacitado para esse tipo de avaliação e para somar com o nosso tratamento, formando uma equipe multidisciplinar.

E aí está o porque de abraçarmos essa campanha!

Um grande problema que a saúde pública vive atualmente é o aumento da taxa de suicídio. De acordo com os números oficiais, são 32 brasileiros mortos por dia, taxa superior às de AIDS e câncer. E, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), 9 em cada 10 casos poderiam ser evitados. Por isso a importância de campanhas como essa (há também a campanha de prevenção ao suicídio – Setembro Amarelo)

É importante cuidar do nosso corpo, do cabelo, da nossa pele, mas e a sua mente? Qual atenção você tem dado à ela? E com as pessoas ao seu redor? Não há problema nenhum em procurar uma ajuda profissional ou perguntar para o próximo como ele está.

Quem cuida das emoções, cuida da vida!

Referências: Assessment of patients with chronic pain

http://www.saude.pr.gov.br/


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Graduada em Fisioterapia pelo Instituto Brasileiro de Medicina e Reabilitação, realizou MBA em Fisioterapia Traumato-Ortopédica e Fisioterapia Esportiva. Ainda possui especialização na área de Dor Orofacial e Disfunção Temporomandibular. É instrutora de Pilates por amor à terapia através do movimento. Rio de Janeiro - RJ


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